Monday, July 13, 2015
Sunday, July 12, 2015
Sunday, June 28, 2015
(...) Não preciso de ter titulo para desenrolar as palavras cravadas nas minhas entranhas. Porque elas são sentidas, como se sente o coração a bater. Têm uma mistura de emoções que só eu reconheço. Sim, poderia dizê-las, mas para os outros não passam de meras palavras, que uns consideram lamechas, outros ,belas. Mas, desenrolo o novelo, mesmo que as diga no interior do meu silêncio, onde elas fazem um eco surdo.
A minha única testemunha , são os meus olhos. E porquê? Porque eles não sabem esconder o sentido das minhas sentidas e surdas palavras.
A minha única testemunha , são os meus olhos. E porquê? Porque eles não sabem esconder o sentido das minhas sentidas e surdas palavras.
(alice ferreira-27/11/2014)
(foto da net)
Thursday, June 25, 2015
TOCAR O CÉU
Estava alto demais, não conseguia tocar o céu. Apanhei uma nuvem, parecia um enorme pedaço branco, de algodão doce.Comecei a saltar com ele, bem seguro nas mãos, por entre as flores que se perdiam de vista na paisagem.Por vezes o vento soprava e a nuvem que parecia de algodão doce branco, fazia-me levitar e tocar com os pés descalços nas flores, que pareciam divertir-se , pois balançavam ao sabor do vento, dando risadinhas envergonhadas. Subi bem alto, queria tocar o céu. Olhei para baixo e o os meus olhos deleitaram-se com tanta beleza proporcionada pelo vasto campo de flores. Subi ainda mais alto, sempre segura na nuvem branca que parecia de algodão doce, e estava quase a tocar o céu. E, mais um pequeno esforço, e consegui... toquei o céu. A nuvem começou a descer e senti os meus pés tocarem de novo as flores, depois o chão. Abri os olhos... sorri... agradeci... despertei de um belo e magico sonho... O DE TOCAR O CÉU.
(alice ferreira, 25/06/2015)
(imagem da net)
Monday, June 22, 2015
DEIXAS
Será que um dia me deixas,
Deixas dar aquele abraço envolvente,
há tanto prometido?
Não teremos relógios para controlar o tempo.
Correremos pela areia molhada da praia deserta,
Sentiremos o cheiro da maresia,
e ouviremos o som do mar.
Será que um dia me deixas?
E, então, seremos um só,
Olhando o horizonte e fazendo juras de amor!
Anoitecerá sem percebermos a sua chegada,
Mas estaremos protegidos do frio por esse abraço.
Deixas?
(alice ferreira, Setembro de 2014)
(foto da net)
Tuesday, June 16, 2015
JANTAR
(...)Jantar a dois, saborear os alimentos,
Trocar olhares, roçar as mão sem ninguém ver.
Nada pedir, nada jurar, simplesmente falar com o olhar.
Os anos passam, a idade também,
Um dia, os restos das velas vamos acender de novo,
Daremos as mãos, e iremos saborear o jantar a dois,
Sem nada pedir, nada jurar, simplesmente falar com o olhar
Esse olhar que não mente, apenas define o que é amar (...)
Trocar olhares, roçar as mão sem ninguém ver.
Nada pedir, nada jurar, simplesmente falar com o olhar.
Os anos passam, a idade também,
Um dia, os restos das velas vamos acender de novo,
Daremos as mãos, e iremos saborear o jantar a dois,
Sem nada pedir, nada jurar, simplesmente falar com o olhar
Esse olhar que não mente, apenas define o que é amar (...)
(alice ferreira, 16/06/2015)
(foto da net)
Thursday, June 11, 2015
(...) Como eu tinha sonhado, floreado que um dia, daqui a muitos anos seria esta a nossa forma de viver. Daria-mos as mãos, entrelaçaria-mos os braços para nos segurar-mos. Recordaria-mos o passado bom... tinha-mos prometido não relembrar o que nos magoou , fez sofrer, fez descer dos olhos grossas lágrimas...
A cumplicidade seria tão grande que nada nos derrubaria, nem a idade...
Veria-mos o sucesso dos filhos, o crescimento dos netos...
Para dormir daria-mos as mãos, pois, assim nos sentiríamos-nos vivos...
-Quem sabe? Poderá ser o nosso Futuro-
(alice ferreira, 11/06/2015)
(imagem da net)
SOU
... Para o bem ou para o mal, como cada um quiser definir, já fomos um império. Fizemos crescer países que hoje são grandes. Espalhámos a nossa língua pelos quatro cantos do planeta. Também se cometeram atrocidades... mas que país não as cometeu??
Agora somos pequenos, pobres, e com muita gente a passar fome.
Apesar das partes sombrias, tenha-mos orgulho dos nossos antepassados Conquistadores, e dizer : Sou Português!!
(alice ferreira, 10/06/2015)
... Para o bem ou para o mal, como cada um quiser definir, já fomos um império. Fizemos crescer países que hoje são grandes. Espalhámos a nossa língua pelos quatro cantos do planeta. Também se cometeram atrocidades... mas que país não as cometeu??
Agora somos pequenos, pobres, e com muita gente a passar fome.
Apesar das partes sombrias, tenha-mos orgulho dos nossos antepassados Conquistadores, e dizer : Sou Português!!
(alice ferreira, 10/06/2015)
Friday, June 5, 2015
VAZIO
!! Quantas vezes eu digo... tanto tenho no peito para extravasar, mas as palavras que eu quero não surgem. E, se surgissem expostas para mais olhos as lerem, não seriam entendidas. Que posso eu fazer? Nada. Não as escrevo, guardo-as com um sentimento de dor e de vazio. Enrolo-me na minha concha, deito-me na areia da praia e fico a olhar o céu que não estando completamente azul,e sim com flocos de nuvens, imagino as minhas palavras nas figuras que vou construindo.
--Há dias assim--
(alice ferreira, 05/06/2015)
(foto da net)
Thursday, June 4, 2015
MEMÓRIAS
(...)Lembras-te pai, quando me deixavas correr por aquela terra a perder de vista, só para fazeres a vontade à tua menina, e ela apanhar um braçado de flores? Lembras-te pai? Era em frente ao Hospital, naquela vila linda do país africano, o das terras vermelhas, que se cultivavam e eram terras generosas... davam produtos duas vezes por ano!
Lembras-te pai, que um dia paras-te só para a tua menina apanhar flores e colocar numa jarrinha em casa? Lembras-te pai, que para ficar à sombra, caí com a jarrinha
cortei os dedos e tu e a mãe ficaram em pânico?
Mas este episódio não teve importância... Ambos me faziam o curativo da mão, todos os dias. Lembras-te pai, que quando fiquei boa, continuas-te a parar naquele imenso campo para eu apanhar aquelas lindas flores, e que enquanto eu não pude tu levavas todos os dias um raminho colhido por ti... lembras-te pai?
Obrigada paizinhos por todo o amor que sempre me deram, e continuam a dar!
(alice ferreira,04/06/2015)
(foto da net)
Wednesday, June 3, 2015
LANCHE
... Lancho só... numa Confeitaria cheia de gente. As conversas ficam para mim numa imagem que parece uma nuvem. Percebo que há estrangeiros... pelo menos francês e espanhol sai-em da nuvem como pingos ou em alguns momentos como grossa chuva, tal é a altura que todas as línguas atingem. Quando me apercebo, os falares são baixos, e predominam os sons das Chávenas e afins!!
Lancho só, ou talvez não... lancho comigo,sou uma das minhas melhores companhias.Amanhã,quem sabe, possa estar acompanhada e falar não comigo, mas com quem me acompanhar.
(alice ferreira, 03/06/2015)
(foto da net)
Tuesday, June 2, 2015
TENHO VONTADE
(...),Tenho vontade de ter um candeeiro , mas bem igual a este.
Tenho vontade de em teu peito deitar a cabeça,
Tenho vontade de me deixar dormir, com uma luz como esta.
Tenho vontade de sonhar, sonhos que eu sei...tu vais deixar.
Tenho vontade de ter um candeeiro bem igual a este.
- Tenho vontade de ao acordar o candeeiro poder apagar, porque ainda no teu peito deitada a luz do dia me virá despertar-
(alice ferreira, 02/06/2015)
(foto da net)
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