Sunday, May 8, 2016
Saturday, April 30, 2016
Thursday, April 28, 2016
SAUDADE BOA
Saudade de ser criança...
saudade das amigas de outrora...
saudade dos sorrisos e olhares inocentes...
saudade de saltar à macaca, à corda...
saudade dos segredos ditos no meio de risos...
saudade da terra vermelha...
saudade das chuvas fortes seguidas de sol ardente...
saudade do cheiro da terra molhada...
saudade, saudade... de tudo...
saudade... de ser, novamente criança!
Saudade de ser criança...
saudade das amigas de outrora...
saudade dos sorrisos e olhares inocentes...
saudade de saltar à macaca, à corda...
saudade dos segredos ditos no meio de risos...
saudade da terra vermelha...
saudade das chuvas fortes seguidas de sol ardente...
saudade do cheiro da terra molhada...
saudade, saudade... de tudo...
saudade... de ser, novamente criança!
(alice ferreira, 28/04/2016)
(imagem da net)
(imagem da net)
Friday, April 22, 2016
O TEMPO
Não fui a tempo!
Mas... a tempo de quê?
De viver o que não vivi... de sorrir o que não sorri...
De sonhar o que não sonhei!
Paro! Olho para o lado e vejo-me no espelho do tempo!
Está lá o aviso do meu caminho... não posso parar!
É por ele que vou... sem medos!
Descubro que tenho tempo...
Para viver novos sonhos... de ir por ali ou por acolá!
De rir, brincar, como se uma menina ainda fosse!
Com ambas as mãos seguro o tempo... ainda vou a tempo!
(alice ferreira,22/042016)
(imagem da net)
Thursday, April 21, 2016
Era noite
De repente, a lua ofereceu um lugar para me sentar!
Não hesitei e aceitei a escada que ela desceu e, pela mesma, subi!
Estiquei os braços... e fiz cocegas nas estrelas mais próximas!
Acho que,agradecidas, sorriram e aumentam mais o seu brilho!
Mas o meu olhar não despregava de uma especial.
Ela percebeu o que eu queria e inclinou-se para que eu lhe chegasse.
Deliciada, vi o escorrer de um pó dourado que ela me ofertava para a minha caixa forrada de cetim!
Abri um largo sorriso e agradeci...a ela, às outras estrelas que comigo brincaram...e à feiticeira lua que descera a escada!
Descansei no dorso da lua e segredei-lhe segredos meus.
Adormeci...sim adormeci! De fadiga, de gratidão... e feliz!
alice ferreira, 21/04/2016
imagem da net
Monday, April 18, 2016
NADA SEI/SEI/SABEREI
Nada sei...o que será o hoje.
Nada sei...o que será o amanhã.
Mas:
Sei o que foi o ontem.
Sei que vivi e como vivi.
Sei que vi o sol muitas vezes.
Sei que vi a escuridão muitas mais.
Mas:
Saberei fechar o que não foi bom.
Saberei sorrir para a vida e, encontrar-me.
Saberei que os dias serão todos diferentes.
Saberei que ser feliz...tem um pouco de tudo e um pouco de nada!
Nada sei...o que será o amanhã.
Mas:
Sei o que foi o ontem.
Sei que vivi e como vivi.
Sei que vi o sol muitas vezes.
Sei que vi a escuridão muitas mais.
Mas:
Saberei fechar o que não foi bom.
Saberei sorrir para a vida e, encontrar-me.
Saberei que os dias serão todos diferentes.
Saberei que ser feliz...tem um pouco de tudo e um pouco de nada!
(alice ferreira, 18/04/2016)
(imagem da net)
(imagem da net)
Sunday, April 17, 2016
ÉS
És cristal,és vidro,és porcelana,és barro, és água ...
Seja o que for que escolhas ser
Serás sempre uma bela imagem.
Que dizem os outros?
Não é importante!...
Importante é teres corpo e alma para oferecer...
Seja o que for que escolhas ser
Serás sempre uma bela imagem.
Que dizem os outros?
Não é importante!...
Importante é teres corpo e alma para oferecer...
(Imagem do poeta amigo, Vítor Costeira)
Thursday, April 14, 2016
CORAÇÃO DE PAPEL
Como voava alto, o papagaio de papel!
Tinha a forma de um coração,que era o teu, o meu...
Eu olhava-o fascinada.
Cada uma das suas cores era uma expressão tua.
Felizes como crianças, riamos a cada giro do papagaio.
Corremos pela praia e puxámos o cordel.
E ele rodopiava lá no alto, o papagaio de papel.
Trazia a mensagem que me querias dar!
E, eu, não tardei a perceber...
Caiu nas águas do mar e desfez-se o coração...
Porque ele pertencia ao papagaio de papel!...
(alice ferreira, 14/04/2015)
(imagem da net)
(imagem da net)
Tuesday, April 5, 2016
OLHAR VENDADO
Sei, que te encontro depois daquela curva da estrada.
Sei, que não reparas na figura... que sou eu...
Olhar no vazio, é o meu, não o teu.
Olhar vendado, para não te ver...
Olhar desesperado, lacrimejado, marcado de tanta dor...
Os dias passam, e a venda é cada vez maior...
Os dias passam, e afundo-me num mar sem fundo.
Olhar vendado, para não te ver...
Sei que te encontro, depois da curva da estrada...
Mas, serei livre, para tudo fazer!
(alice ferreira, 05/04/2016)
(imagem da net)
Monday, March 28, 2016
Não digas nada
Não digas nada, não é necessário.
As gotas da chuva trazem recados teus.
São elas, hoje, as mensageiras.
Corre pelo campo, que está florido só para ti.
Afaga as flores com as tuas mãos e o teu sorriso.
Descansa o teu corpo cansado,sob o manto de erva.
Fecha os olhos, e voa para além do pensamento.
Não digas nada... As gotas da chuva trazem recados teus!
As gotas da chuva trazem recados teus.
São elas, hoje, as mensageiras.
Corre pelo campo, que está florido só para ti.
Afaga as flores com as tuas mãos e o teu sorriso.
Descansa o teu corpo cansado,sob o manto de erva.
Fecha os olhos, e voa para além do pensamento.
Não digas nada... As gotas da chuva trazem recados teus!
(alice ferreira, 28/03/2016)
(imagem da net)
(imagem da net)
Friday, March 25, 2016
O GRITO
Solta as amarras, recolhe a âncora, deixa o teu corpo feito mar, deslizar nas ondas dum mar que é teu.
Segura firme o leme! Não tenhas receio. Segue a direcção que a bússola te oferece.
Esquece portos onde atracastes.Esses fazem parte do passado que te magoa!
Num lugar que não sabes ainda qual é, vais poder atracar o teu corpo, por agora inseguro, sofrido, doente...
Vais descer a âncora. E, nesse lugar que ainda não sabes o nome, vais então descansar, não sem antes gritar... Soltei as amarras! Estou pronta para a vida amar!
Solta as amarras, recolhe a âncora, deixa o teu corpo feito mar, deslizar nas ondas dum mar que é teu.
Segura firme o leme! Não tenhas receio. Segue a direcção que a bússola te oferece.
Esquece portos onde atracastes.Esses fazem parte do passado que te magoa!
Num lugar que não sabes ainda qual é, vais poder atracar o teu corpo, por agora inseguro, sofrido, doente...
Vais descer a âncora. E, nesse lugar que ainda não sabes o nome, vais então descansar, não sem antes gritar... Soltei as amarras! Estou pronta para a vida amar!
(alice ferreira,24/03/2016)
(imagem da net)
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Saturday, March 19, 2016
PAI
(...) Lembras-te pai, quando me deixavas correr por aquela terra a perder de vista, só para fazeres a vontade à tua menina, e ela apanhar um braçado de flores?
Lembras-te pai? Era em frente ao Hospital, naquela vila linda do país africano, o das terras vermelhas, e de um pôr do sol com as cores vermelhas da terra.
Lembras-te pai, que muitas vezes paravas na estrada, só para que a tua menina fosse apanhar flores!
Lembras-te pai?
Eu lembro-me! Hoje com os teus 86 anos,ambos recordamos frequentemente com nostalgia boa, essa época em que eu era menina,e que para ti continuo a ser a tua menina.
Obrigada, Pai.
Lembras-te pai? Era em frente ao Hospital, naquela vila linda do país africano, o das terras vermelhas, e de um pôr do sol com as cores vermelhas da terra.
Lembras-te pai, que muitas vezes paravas na estrada, só para que a tua menina fosse apanhar flores!
Lembras-te pai?
Eu lembro-me! Hoje com os teus 86 anos,ambos recordamos frequentemente com nostalgia boa, essa época em que eu era menina,e que para ti continuo a ser a tua menina.
Obrigada, Pai.
(alice ferreira,19/03/2016)
(imagem da net)
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