9º)
(...) Ela estava mais calma, já não lhe tremiam as pernas como no dia
anterior à chegada dos familiares. Pairava no ar os sons de sorrisos e
algumas gargalhadas. Ele mirava-a pelo canto do olho e embebecido cada
vez mais por aquela mulher, e,quase não ouvia o que diziam e
instintivamente dizia sim a tudo.
No dia seguinte, domingo, após o
almoço, todos iriam embora. Contudo ficava a promessa de que se
visitariam amiúde. A sua simplicidade e simpatia cativou até os mais
cépticos membros da família dele. Há tantos anos sozinho, quem era agora aquela estrangeira na sua vida? Depressa mudaram a opinião.
Domingo, parecia que ninguém queria arredar dali, tão bem se sentiam todos, mas tinham que ir, a viagem ainda era longa.
Abraços, beijos ,promessas de nova visita para breve, tudo ficou selado como compromisso.
Obrigada, meu amor. Todos estão encantados contigo.Vês... os teus medos
não tinham fundamento. Eu sei bem quem escolhi para comigo partilhar a
vida.
Os dias passavam calmos, com as caminhadas regulares que ela
fazia depois do seu homem sair para trabalhar. Numa tarde ensolarada,
estava sentada no centro da pequena aldeia, no banco de jardim, quando
pousou o livro que lia, olhou em redor e pensou... tinha que ter uma
ocupação, sem ser a casa e os seus passeios a pé.
À noite, no aconchego dos braços dele disse-lhe com voz meiga:
-Querido, preciso ter uma ocupação.
Ele olhou-a com espanto. Não estaria feliz? Ao notar a sua surpresa, ela depressa lhe disse:
- Tem calma, sou muito feliz, mas que achas se na aldeia eu tivesse uma
lojinha multifacetada. Podia ter livros, música, algumas mesas e
cadeiras para as pessoas tomarem um chá, um café, enquanto liam um
pouco? Estou a desenvolver a ideia, mas quero muito a tua opinião.
Antes de responder, o seu abraço foi forte, respirou fundo e começou a responder (...)
10º)
(...) Depois de explicar a sua ideia sobre a lojinha que ela imaginava,
ele que havia estado sempre em silêncio, aproximou-a do seu corpo,,
começou a afagar-lhe os cabelos e falou o que pensava da ideia dela.
Iria fazer tudo para concretizar o desejo da sua amada. Com os
conhecimentos que tinha não seria difícil realizar o projecto.
Dois
meses após a ideia ter germinado, abria o espaço, com uma partilha da
presença dos amigos. Ela não cabia em si de feliz. Os elogios eram
tantos!! Ele, orgulhoso da sua mulher , só ansiava por estarem sozinhos
para a cobrir de carinhos . Ali quase não lhe conseguia chegar. Eram
tantas as pessoas que a rodeavam. Orgulhoso e embebecido, ele continuava
a dar também atenção a quem se dirigia para lhe dar também os parabéns.
Amanhã abriria as portas, teria a sua ocupação (....)
(continua)
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Lucky

Bons sonhos
9 comments:
Magnifico e belo texto, fico à espera da continuação.
Um abraço e continuação de uma boa semana.
Boa tarde, um conto envolvente, porque a vida não é só felicidade, penso que algo de negativo vai acontecer, bem...o melhor é esperar pela continuação.
AG
Agradeço a sua visita ao meu blog. Para opinar sobre o seu conto teria de ler desde o início e já vai bem adiantado.
Um abraço.
Obrigada pela visita e volte sempre!
Belo e terno texto, como tudo o que se respira por aqui, desde o cabeçalho ao perfil!
Bj
Só agora comecei apanhar. Gostei
Vou acompanhar...
beijinhos
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/
Un relato que engancha desde el primer momento y que se aguardaremos a su continuidad.
Besos
Boa noite Alice.
Um conto envolvente, já curiosa para ler a continuação. Uma linda noite.
Beijos.
.
Eu vim na intenção de seguir
seu blog e pedir que você
seguisse o meu.
Beijos.
.
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